Encontros não tão agradáveis nas Ilhas Tijucas

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Na última saída de campo realizada pelo

Ilhas do Rio, nas Ilhas Tijucas, uma constatação deixou a pesquisadora Suzana Guimarães, responsável pelo monitoramento de tartarugas, extremamente triste e preocupada. “Nós encontramos tudo, menos tartarugas”, disse. Durante o mergulho a equipe retirou do mar vários óculos escuros, prendedor de cabelo, máscaras de mergulho, remo, vara de pesca, nota de dinheiro e celular, entre outros objetos. “Tartaruga mesmo  só na nota de R$2”, ironizou.

O episódio evidencia a urgência de proteger a região, considerada uma das áreas de maior biodiversidade do litoral do Rio. Já existe um documento técnico elaborado pelo Projeto Ilhas do Rio, com base em anos de pesquisas científicas, que propõe a criação de uma área oficial de proteção ambiental nas Ilhas Tijucas, com regras para ordenar a pesca, o turismo e preservar o ecossistema marinho. O documento já foi entregue e aguarda a assinatura do prefeito.

Segundo as pesquisas as Ilhas Tijucas abrigam mais de 200 espécies marinhas e terrestres, incluindo peixes, invertebrados, aves marinhas, tartarugas, golfinhos e baleias. Destaca-se a presença de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, além de áreas fundamentais para reprodução, alimentação e crescimento de juvenis de espécies de interesse pesqueiro, o que evidencia seu papel estratégico para a recuperação de estoques pesqueiros e a conectividade ecológica entre ilhas do litoral fluminense.

 

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