Projeto Ilhas do Rio participa de Encontro Anual do Observatório do Clima e reforça compromisso com a agenda climática e proteção marinha

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Nos dias 18 e 19 de fevereiro, o Projeto Ilhas do Rio (PIR) marcou presença no Encontro Anual do Observatório do Clima, realizado em São Paulo. O evento reuniu representantes de organizações que integram a rede para discutir o planejamento de ações em 2025, com foco especial na COP 30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção do Clima da ONU, que será realizada em Belém (PA) em novembro deste ano. A participação do PIR marca a entrada do Instituto Mar Adentro, instituição gestora do projeto, na coalizão do Observatório do Clima, formada por mais de 100 instituições de todo o Brasil, e reforça o compromisso com a proteção marinha e a incidência política em prol de um futuro mais resiliente e equilibrado.

Representando o Projeto Ilhas do Rio, a profissional de advocacy e incidência política, Mariana Clauzet, participou dos debates, com destaque para as pautas relacionadas a oceano e clima. Durante o evento, ela impulsionou parcerias com a comunidade oceânica da sociedade civil organizada, reforçando a importância das áreas marinhas protegidas como soluções baseadas na natureza para o enfrentamento da emergência climática.

Adaptação e Soluções Baseadas no Oceano

Um dos eixos centrais do encontro foi a adaptação às mudanças climáticas, agenda na qual o PIR pôde destacar o papel das áreas marinhas protegidas, da pesca e do turismo responsáveis. Essas soluções, alinhadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável, foram discutidas como estratégias essenciais para aumentar a resiliência das cidades costeiras e proteger comunidades tradicionais. As discussões também ressaltaram a necessidade de financiamento climático e de uma transição energética justa, com foco em reduzir desigualdades de raça, gênero e classe social.

A adaptação é um tema prioritário para o Observatório do Clima, especialmente considerando a presidência brasileira na COP 30. A rede destacou a importância de alinhar as políticas públicas climáticas, como os Planos Nacionais de Adaptação e a Meta Global de Adaptação (GGA), ao combate às desigualdades e à promoção de ações locais efetivas.

Pesquisa, Inovação e Capacitação de Gestores

Outro ponto-chave discutido foi o papel central da pesquisa e inovação no enfrentamento das mudanças climáticas. A rede enfatizou a necessidade de dados atualizados e monitoramento contínuo dos territórios impactados, além de parcerias entre universidades, institutos de pesquisa (como IPEA e IBGE) e a sociedade civil.

Além disso, foi destacada a importância da capacitação de gestores públicos municipais para lidar com os desafios climáticos. Estruturar formações que abordem temas como financiamento climático, agendas nacionais e internacionais, e soluções locais de adaptação é fundamental para qualificar os governos locais no enfrentamento de eventos extremos e na implementação de ações de resiliência.

Sociedade Civil e Acompanhamento Legislativo

O evento também reforçou o papel da sociedade civil no acompanhamento de pautas positivas no Congresso Nacional, como a Lei do Mar (PL 6969/2013) e o PL 380/2023, que trata das Cidades Resilientes às Mudanças Climáticas. Por outro lado, houve mobilização contra o chamado “pacote da destruição”, que inclui projetos como a **PEC das Praias (PEC 03/2022) e o PL 2159/2021, que enfraquece o licenciamento ambiental.

Central da COP: Comunicação e Engajamento

De olho na COP 30, o Observatório do Clima lançou o projeto Central da COP, uma iniciativa que visa cobrir e comunicar, de forma acessível e inclusiva, todo o processo da conferência. A plataforma trará informações sobre as negociações oficiais, eventos paralelos e ações nas ruas, além de ouvir a população sobre temas relacionados ao clima. Para saber mais, acesse: centraldacop.oc.eco.br

O Papel das Áreas Marinhas Protegidas

As áreas marinhas protegidas foram destacadas como essenciais no enfrentamento da emergência climática. Elas funcionam como barreiras naturais contra eventos extremos, preservam a biodiversidade e garantem a segurança alimentar das comunidades costeiras. Nesse contexto, o envolvimento dos governos locais é fundamental para implementar ações eficazes e promover a adaptação climática, garantindo impacto positivo para a população e os territórios mais vulneráveis.

A participação do Projeto Ilhas do Rio no Encontro Anual do Observatório do Clima reforça seu compromisso em conectar a agenda global de áreas marinhas protegidas a soluções locais de adaptação e combate às mudanças do clima, promovendo um futuro mais sustentável e resiliente.

Saiba mais sobre o Observatório do Clima em www.oc.eco.br 

 

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